online

Cuidado!
Se olhar muito...
pode virar pedra.


Quero, preciso e desejo:

Férias :P


Ouvindo

Mozart (até gastar)

  Lendo

Aleph, de Borges.



Se não quer me ver zangada, então:

Não me obrigue a nada
Não me faça exigências
e
Não minta pra mim

 
Quer ganhar aplausos?

Sorria pra mim.
Bem de mansinho.
E depois... maisssssss!

 
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2005
Casa Nova

Sei que vou sentir falta daqui.
Sei também que "é preciso morrer pra germinar".

Por isso, giro agora em outro sol.
Um beijo a todos, obrigada pela companhia e nos vemos aqui.

Novo endereço: http://www.giramundogiraeugirassol.blogspot.com

Lidiane


- Lidi | 14:16:56 | comentários[9].
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domingo, 13 de novembro de 2005
Que eu adoro literatura latina, nem é novidade.
A mais louca e lírica de todo o mundo.
E porque eu precisava de ternura, me cai às mãos Memórias de minhas putas tristes.
O título lindo, já me derruba.
O autor... colombiano, genial e doce, é promessa certa de horas silenciosas, banhadas de pôr-do-sol.
E vão desculpando o exagero na pieguice, mas García Márquez, pra mim, é puro pôr-do-sol.

Decidi há pouco, vou reler o livro.
Talvez roubá-lo de quem me emprestou. Ou então comprar um. Só pra mim.
Depois, escutar sussurros em espanhol, na escuridão da minha estante: "Lidiane, mi dulce Delgadina"...

Se quero um amor daqueles do livro pra mim?

Já tenho um amor daqueles do livro pra mim.
Um amor solitário. Só dele.
E meu.
Um amor que não é de hoje.
Um amor terno, lúbrico e completamente sem razão de existir.
Por isso, tem tudo pra dar certo.
Só falta que eu, ao contrário de Delgadina, acorde.
E que meu "velho", enlouqueça.

P.S (atrasado): Só pra esclarecer: o amor de Memórias de minhas putas tristes é de adoração. Suave adoração.
Adoração que queima a pele de quem mal se encosta...

"...E a propósito, acrescentou com se estivesse tendo a idéia naquele exato instante, por que não se casa com ela?
Fiquei mudo.
- De verdade, insistiu, vai sair mais barato. Afinal o problema na sua idade é servir ou não servir, mas você já me disse que esse assunto está resolvido.
Atropelei: o sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança".


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(Diego Rivera)


- Lidi | 23:16:35 | comentários[47].
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terça-feira, 8 de novembro de 2005
Não entendo pessoas que assumem características do outro.
Começam a pensar igual, falar igual...
Amar igual.
Devagar, apropriam-se de frases, gestos, ideais.
Vivem o "eu" idealizado por alguém.
E acorrentam-se.
Acorrentam-se em nome da liberdade de amar em paz.

Que eu fique, então, presa, às minhas próprias amarras.
Que meus gestos sejam meus.
Que eu tenha o eterno direito de discordar.
De ser doce, salobra e azeda.

Quero poder escolher a cor dos meus pensamentos hoje.
Mudá-los amanhã.
Trocá-los na terça,
Torná-los transparentes quando precisar,
e gargalhar nos seus braços agora.
E o dia todo.

Depois ir pra casa.
Sozinha.
Cheirando a você.
E ter a deliciosa sensação de que não é só desejo.
É uma dialética louca de pernas, suor e palavras,
em meio a pensamentos, telas, livros
e, solidões.

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(Diego Rivera, Estudio del maestro)


- Lidi | 13:18:24 | comentários[32].
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sábado, 5 de novembro de 2005
Dentro da moldura,
ele explode em cores.
Eu, em intenções.
Palavra por palavra.
Até que a vida nos separe.

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(Toulouse-Lautrec)


- Lidi | 16:33:17 | comentários[17].
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domingo, 30 de outubro de 2005
Então, na Paulista, olho pra trás e vejo Fellini.
Fellini colorido, festivo, exuberante.
Fellini do circo. Fellini do cinema. Fellini de mim.
E ele ria. Ria do cinza de São Paulo.
Ria do meu espanto.
Fellini gostava de mulheres como eu.
E, sinceramente, gosto de homens como Fellini.
Lascivos, geniais e doces.
Doces rebeldes.
La dolce vita...

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(Donnone e Omino, de Fellini)


- Lidi | 19:11:02 | comentários[28].
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quarta-feira, 26 de outubro de 2005
Ronhento.

Sim, você.

Você, androceu.
Eu, gineceu.

Você que é quadrado. E pulguento.
Que me critica, brada, açoita, mas me enternece.
Você que tem ciúmes, mas mente.
Você que se esconde de medo, de subterfúgios e de rancores.
Você que adivinhou o meu dia de dor e voltou.
Você que nunca foi.
Você que me faz prosa, enquanto sou poesia.
Que me ama, mas não me entende.
Você, você, você...


- Lidi | 14:28:27 | comentários[27].
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domingo, 23 de outubro de 2005
Eu em obras.

Inté.

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(Paul Klee)


- Lidi | 13:00:13 | comentários[23].
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quinta-feira, 20 de outubro de 2005
Pois bem, sou a favor da liberdade.
Total.
Plena.
Mas sinto muito, não gosto de armas.
E sou de fogo.
Ariana.

Ariana. Filha de Marte.
Marte, deus da Guerra.
Empunho palavras, atiro sílabas e mato em parágrafos.

Diga o que disser, brade o que quiser.
Grite, esperneie, fale de direitos, de deveres, de constituição, de violência, de subterfúgios, de drogas, de rock´n´roll.
Tanto faz.
Mas fale.

Só que vai perdoando, estou com Monteiro Lobato.
Um país se faz de homens e livros.
Luto por isso.
Essa é a minha guerra, minha arma e minha vida.

A você, o direito de escolha.
Sem mais e da paz.

Lidiane

P.S. Esse assunto me cansa.
Deviam usar esse fervor pra discutir educação.
Mas quem está interessado mesmo nisso, hum?


- Lidi | 19:13:52 | comentários[24].
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sábado, 15 de outubro de 2005
Metáfora beirando à hipérbole.
Tangente com pretensões a hipotenusa.
Brisa rogando pela tempestade
e, depois de muito pensar,
sacerdotisa clamando pela loucura.

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Espelho, espelho meu...


- Lidi | 21:00:13 | comentários[25].
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sexta-feira, 14 de outubro de 2005
Tenho um botãozinho de desligar emoções.
Raramente toco nele e quase nem lembro que existe.
É bem útil, mas não tem volta.
Uma vez usado, já era.
É a vida...

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(Tempestade, de Rembrandt)


- Lidi | 00:07:55 | comentários[23].
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terça-feira, 11 de outubro de 2005

Sexta-feira, dez e meia da n.o.i.t.e:


...e então é isso, gente. Alguma pergunta?
- Professora, a senhora da aula ou também trabalha?

**

Sábado, às oito da manhã:

- Pessoal, já coloquei a aula desta semana e as atividades das próximas semanas na homepage do curso. É só acessar.
- Professora, a senhora já colocou a aula dessa semana na homepage?
- Já (com cara de espanto).
- E vai colocar que dia?
- Annnnnnnnnnnnnnnn?

**

Na fila do elevador. Em silêncio (e sem crachá).

- Oi. Você é nova por aqui?
- Não, estou sempre aqui (prendendo o riso).
- Nunca te vi.
- Pois é, às vezes eu me escondo. (quase gargalhando).
- Por que você tá rindo?
- Rindo? Euuuuuuuuuuu? Tou não.
- Ahhhhhhh... e você vai pra que andar?
- Sexto.
- Eu também. Pô, que legal... Faz que curso?
Então, o elevador abre e três pessoas saem:
- Oi, professora.
- Oi, professora.
- Oi, professora.
Quando eu olho pro lado, cadê o menino?

E depois o John pergunta porque não quero trabalhar com ele.
Não seria tão divertido...
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- Lidi | 15:52:10 | comentários[31].
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sábado, 8 de outubro de 2005
Ia hoje pro Guarujá. Ia. Não fui.
Droga, droga, droga.
Ainda por cima acordei torta de cólica.
Responsável, fui trabalhar.
Perdi minha carteira.
Perdi meu humor.
Cancelei TODOS os meus cartões.
E então... achei minha carteira.
O humor, temporariamente, continua sumido.

Que foi?
Também fico de bode, ué...
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- Lidi | 15:11:57 | comentários[19].
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quinta-feira, 6 de outubro de 2005
Post Scriptum
(ou P.S.)

Nem sempre o que parece ser dito, é o que foi escrito.
Por isso, faço das entrelinhas minha camareira.
Ela me veste, ela me despe.
Então: uma reza de joelhos pode ser das mais profanas.
Estremecimento, puro gozo.
E a chuva...

Ai, a chuva...

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(Madonna, de Munch)


- Lidi | 18:33:09 | comentários[19].
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terça-feira, 4 de outubro de 2005

O homem de vento deixou a barba crescer dois dias só pra me arranhar.
Tem olhos que derretem todas as minhas geleiras,
mãos que desfazem meu concreto
e voz de general.
Mora no mar, dorme na lua e tem um defeito.
O homem de vento é mais baixo que eu.
Mas, mulher tempestade que sou, já resolvi.
Pra compensar a altura, me ajoelho.
E, de boca aberta, olhos fechados e coração disparado,
rezo.
Rezo tanto que meus pecados se desfazem,
meu corpo estremece e em milagre, faço chover.

Pra você!



- Lidi | 15:45:22 | comentários[22].
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sábado, 1 de outubro de 2005
Não, eu não tenho insônia.
Só gosto de dormir tarde. Desde criancinha.
Aliás, trabalho à noite. E, de dia.
E a qualquer hora que precisar.
E sempre precisa.
Também estudo. E sou preguiçosa.
E gosto de gatos. Qualquer gato, desde que saiba miar.
Só não gosto de acordar cedo.
Não gosto nada de acordar cedo. Mas, acordo.
Não todo dia.
Quando isso acontece, meus olhos ficam pequenos, minha voz embolada, tropeço fácil e meu humor vai pro pé.
Falar em pé, também não gosto de bico fino. Meus dedos doem.
E é ruim dedos doerem quando o humor está no pé.
Isso tudo pra dizer que ontem acordei cedo, usei bico fino e dormi tarde.
Dormir tarde é bom, mas hoje acordei cedo de novo.
E, já disse, não gosto de acordar cedo.
Por isso, vai desculpando: meus olhos estão pequenos, minha voz embolada, tropecei duas vezes antes de chegar em casa e a cama me espera.
Então, se eu dormir, chame.
Mas chame devagar e com carinho.
Eu acordo.
Desde que, é claro, não seja cedo.


- Lidi | 15:28:00 | comentários[23].
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quinta-feira, 29 de setembro de 2005
Meio coruja, meio mulher,
passei a madrugada entre silêncios e Chico.

"O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, aiiiiii"

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(Cícero Dias)


- Lidi | 02:59:22 | comentários[20].
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sábado, 24 de setembro de 2005
E só então, demiurgo, uma palavra diz mais que mil imagens...
Ouve!


- Lidi | 21:21:49 | comentários[23].
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quarta-feira, 21 de setembro de 2005
Beba-me.
E, embriague-se.

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(Diego Rivera, em Vendedora de Flores)


- Lidi | 11:41:07 | comentários[31].
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domingo, 18 de setembro de 2005
Não adianta.
Mesmo com toda essa chuva.
Mesmo com tudo,
d.e.f.i.n.i.t.i.v.a.m.e.n.t.e,
não fui feita em tons pastéis!

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(Kandinsky, em uma orgástica explosão de cores)


- Lidi | 13:06:08 | comentários[21].
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quarta-feira, 14 de setembro de 2005
Acordei de asas abertas.
Cheia de uma vontade terna,
lúbrica
e louca
de voar pelos céus de Ícaro,
pelo sol de Apolo,
pelos mares de Netuno.
Pêlos de você.

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(Di Cavalcanti)


- Lidi | 13:26:48 | comentários[20].
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